Eu desapeguei! Minha participação no 10º BookCrossing Blogueiro

Em 2 de  abril,  eu  divulguei minha  adesão  ao 10º BookCrossing Blogueiro,  campanha de  leitura organizada por  Luma  Rosa,  proprietária do   blog Luz de Luma.  Esta é a  segunda  vez  que  eu  participo e  “esqueci” mais  dois  livros  por  aí!

Eu  confesso: sou  muito  ciumenta  com  os  meus  livros, mas também acredito que eles  só são  úteis se  forem  lidos  por  alguém. Assumi,  então, a campanha  como  um exercício de  desapego, algo  dificílimo  para mim quando  o  assunto é   livro e DVD. Consegui liberar  quatro (dois  em  cada edição de que  participei);  não  é   muito, mas já  é  um  começo… Para a  10ª  edição,  eu  selecionei  Trilogia de  Nova  York, de  Paul  Auster, e Dois é  demais, de  Christie Queiroz.

Trilogia de Nova York  foi tema de  um  dos trabalhos que  fiz na  pós-graduação em  Teoria Literária.  A  obra aparece ao leitor como uma seleção de  contos policiais e aquele que está  habituado à literatura do gênero certamente  encontrará  a  estrutura típica desse  universo narrativo, embora  Auster transgrida algumas  normas  do romance policial   clássico.  O  meu conto favorito  é O quarto fechado,   em  que a  transgressão ao gênero é  mais  evidente:  não ocorre assassinato e  não  há crimes;  o suposto detetive,  Fanshawe, é,  na  verdade, um escritor.

A  campanha  também  tem  uma  versão infantil –  BookCrossing  Blogueiro  Kids  – e , por  isso, decidi doar um livro   voltado àquele público.  Em Dois é demais,  o  menino Cabeça  Oca vê  sua  vida transformada pela  chegada da  irmã caçula, Mariana.  Christie aborda  com   leveza  um  importantíssimo  tema  familiar:  como contar  ao  primogênito que ele  vai  ganhar  um irmãozinho? É o tipo de  livro  para  ser lido  junto  com as  crianças que  passam  pela  mesma situação. Seria ótimo  lê-lo e depois começar uma  conversa com  os pequenos:  “Você também  vai  ganhar um irmãozinho. Como  você  se sente sobre  isso?”.

Assim  como na  9ª edição, eu  embalei  os   livros em  plástico e  coloquei  um marcador personalizado,  a fim de  que  quem os encontre  saiba que eles  não estão perdidos:

livros

No  verso do marca-livros,  eu coloquei um convite  para  o  novo  leitor   vir  ao blog saber  mais  sobre o  projeto e  (Quem  sabe?)  participar da 11ª  edição!

livro-verso2

Embora  o  período  oficial  tenha  sido de  16 a  23 de abril,  nada impede sua  continuidade e não é  preciso  ter  um  blog para  participar.  Veja  como  é  simples:

1. Escolha um livro.

2. Coloque dentro um  bilhete com a  explicação de que  o  objeto não está  perdido  e convidando  quem o encontrou a  lê-lo e  passá-lo adiante.

3. Deixe-o  em  um lugar  público.

4.  Se  você tiver  um blog,  escreva  um artigo contando como   foi sua  experiência.

5. Se  você   não tem um blog, mas  está  nas  redes sociais, divulgue  sua ação por  lá. Nosso  movimento também está  sendo divulgado no  Facebook!

6. Se  você   não tem   blog, nem  conta  nas  redes sociais, participe assim  mesmo; ou apenas  divulgue a ação entre  seus  amigos!

Gostou? Divulgue!

Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura. Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

Comentários

  1. Oi, Andréa!
    Lembro que da outra vez fiquei apaixonada nos marcadores.
    Não conheço o livro infantil, mas o primeiro é maravilhoso! Bacana você libertá-lo e feliz será quem o encontrar! Também foi uma ação de desapego, afinal, ele fez história em sua vida! 🙂
    Obrigada por mais uma vez participar do BookCrossing Blogueiro!!
    Beijus,

    1. Oi, Luma! Eu gostei muito de participar e já planejei minha participação na 11ª edição!:)

      Quanto ao marcador, eu fiz uma pequena adaptação. Na 9ª edição, eles só tinham a frente e o link era do Luz de Luma; nessa, eu achei legal fazer algo dos dois lados.

  2. Pensou certo e acho que as pessoas devem linkar para suas páginas, afinal, o evento é de todos. Vai que acontece alguma coisa comigo e consequentemente com o “Luz”? Eu gostaria que o projeto andasse com suas pernas e para tanto é necessária a conscientização da responsabilidade de cada um para dar certo.
    Obrigada mais uma vez!