Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de  Assis nasceu no Rio de Janeiro a 21 de junho de 1839. Era filho de Francisco José de Assis e Maria Leopoldina Machado de Assis. Em 1855, Machado  publicou  seu  primeiro  poema com a ajuda de Paula Brito, também escritor e dono  do  Jornal  Marmota Fluminense. Na casa do Largo do  Rocio, atual Praça Tiradentes (Rio de Janeiro), reuniam-se  os escritores Joaquim  Manoel de Macedo (autor de A Moreninha), Manuel Antônio de  Almeida (autor de Memórias de um Sargento de Milícias) e outros  autores influentes. Foi naquela casa que Machadinho travou  amizade com  os  principais escritores de sua  época.

Em 12 de dezembro de 1896, Machado de  Assis fundou, com outros  escritores, a Academia Brasileira de Letras e passou a  ocupar a  cadeira 23, hoje  ocupada por Luiz Paulo Horta.  A ABL não foi a  primeira academia literária fundada no Brasil. Antes da chegada da Família  Imperial, os grupos  literários reuniam-se apenas em cidades importantes como Salvador; esses grêmios eram formados por religiosos, militares, escritores, seguindo  o exemplo  do  que já acontecia em  Portugal. Na Bahia, surgiram a Academia Brasílica dos Esquecidos (1724-25) e a Brasília dos  Renascidos (1759); no  Rio de  Janeiro, surgiram  a  Academia dos   Felizes (1740) e a  Academia dos  Seletos (1752), esta  última publicou  apenas uma  série de  panfletos  em honra do General  Gomes  Freire de  Andrada.

casa do Cosme Velho
Casa de Machado de Assis na Rua Cosme Velho, 18

Lúcio de Mendonça foi  o primeiro a pensar na fundação da Academia  Brasileira de Letras, o que aconteceu em  uma sala  da antiga Revista Brasileira, então propriedade de José  Veríssimo.  Em 4 de janeiro de 1897, Machado foi eleito presidente da casa.

O Jornal  O Século anunciou, em 29 de setembro de 1908, a morte do escritor Machado de Assis com o seguinte  texto:

O desaparecimento do mestre  é um   tanto mais   irreparável  quanto elle cae  de uma  altura literária à  qual ninguém   entre   nós  attingiu antes  delle. É bem  difícil  que  outrem, com o mesmo brilho  excepcional, com  o fulgor  e a  incomparável  superioridade  do   Pontífice  Máximo  que elle  foi  no Templo  da  Literatura  Nacional, receba e  conserve a  herança que elle  acumulou  durante  meio século   menos  para elle  do que para  o   Brasil, uma   glória   innacessível que é o orgulho da  nossa  Pátria… 
(Jornal O  Século. 29 de  setembro de   1908. Trecho transcrito de  acordo  com a   ortografia   da época)

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Atualizado em 21/06/2014

Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Professora voluntária de Língua Portuguesa e Redação no Pré-vestibular Comunitário Padre José Maurício Nunes Garcia.

Comentários

  1. Parabéns, Professora Andréa.
    Os artigos do CP estão cada vez mais acessíveis a todos e ótimos como sempre.
    Felicidades.
    Lau Stefanelli