Três mitos da educação a distância

 

Na última semana, recebi o aviso de  que fora aprovada no  Curso de Capacitação de Professores para Educação a Distância, oferecido pela PUC RS. Fiquei   feliz  com  o  resultado e aliviada com  o  término  das  aulas,  já  que  eu estava  me sentindo  esgotada  com  tantas  leituras e atividades. Engana-se  quem pensa ser a educação  a distância mais fácil  do  que  a presencial; isto   é  apenas  um dos mitos sobre  o assunto.

Mito 1 – o aluno  estuda e faz  as atividades  quando  quer.  As instituições de  má qualidade podem  até  usar essa  frase como chamariz, mas   as  sérias, como a PUC, deixam  bem   claro   que  não é    bem  assim.  O  aluno de EAD precisa de  organização e rotina de  estudos  como qualquer  outro estudante;  há  horários definidos para  participação em  chats e datas  agendadas  para entrega  de trabalhos. Se o aluno  resolver  estudar  apenas  quando quiser, perderá  todos  os  prazos.

 

Mito 2 – Estuda-se  menos.  Impossível estudar  menos do  que  em um  curso presencial; eu  tive a sensação de que  a  quantidade de  textos, vídeos e  áudios era imensa para um curso com  duração de  dois meses. Já  que  não há  um professor  presente  para sanar  as dúvidas  dos  alunos a  todo momento,  a solução  é pesquisar  além  do  material  fornecido.

 

Mito 3  – As avaliações são  fáceis. De todas  as tarefas, para  mim, a  única   fácil de  realizar  foi a construção do blog, pois  eu   já  tinha  conhecimento prévio  de  como  utilizar  esse  tipo de  ferramenta.  Em  outros  tipos de  curso,  há a  exigência  do MEC de que  as avaliações sejam  presenciais e  discursivas, sob a  orientação  dos  tutores. Nos  ambientes virtuais, é possível  saber  quantas  vezes   o  aluno  acessou  o ambiente, de quais  fóruns e chats  participou e  qual a qualidade de sua participação.

 

*Texto originalmente publicado  em meu blog Educação  pela  Rede.

 

Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Professora voluntária de Língua Portuguesa e Redação no Pré-vestibular Comunitário Padre José Maurício Nunes Garcia.