Língua, linguagem, linguística

Hoje, 22 de outubro,  publico o texto de  minha  ex-aluna Bianca Pereira, em  comemoração ao 6º aniversário do blog. O texto divide-se em  duas  partes: na primeira, a aluna do segundo período do curso de  Letras na  UFRJ  faz  um breve resumo dos conceitos de  língua, linguagem e  linguística; na segunda, conta  como  foi sua  ida de  um curso técnico em Controle Ambiental para o  curso de  Letras.

Bia, obrigada por participar dessa comemoração!  Profª Andréa Motta

Língua, linguagem e linguística.

Linguagem e língua são constantemente tratadas como sinônimos, porém é necessário analisar corretamente o uso deste em detrimento daquele e vice versa. Toda língua é uma forma de linguagem, mas nem toda linguagem é língua. Vejamos exemplos: o jeito como nos vestimos, a forma como nos comportamos, nossas expressões faciais e corporais passam determinadas informações e são caracterizadas, assim, como linguagem. Há também a linguagem animal, musical, computacional, etc.

As línguas sejam elas orais auditivas ou espaço visuais – LIBRAS, por exemplo – , agrafes ou não, constituem um tipo de linguagem. “Língua”, porém, é um conceito mais específico, restrito, que se caracteriza como um sistema formado por um conjunto de regras gramaticais abstratas e é uma habilidade exclusivamente humana.

A linguística se dedica ao estudo de uma língua em determinado período ou momento. Não tem caráter avaliativo, não quer normatizar a fala ou a escrita(diferentemente da gramática tradicional ou gramática normativa). Possui caráter descritivo, pois observa a língua, suas variações, expressões e usos a partir dos falantes.


Quem é Bianca?

 

Todos sabem a importância de ter um diploma de um curso técnico nos dias de hoje. Eu também sabia, por isso resolvi “embarcar” nessa. Tudo certo, tudo pronto para começar as aulas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Paracambi. Qual curso escolhi? Eletrotécnica. Definitivamente não foi a decisão mais acertada da minha vida. A sorte é que ainda dava tempo de consertar. A saída foi procurar outro campus e foi exatamente isso que fiz! Num prazo de seis meses eu já estava no curso de Controle Ambiental no campus de Nilópolis.

Ah, não foi nada fácil. As viagens de trem eram muito cansativas, esse era o preço de morar longe. Porém, comparadas ao sacrifício de ter que passar o dia pensando em vidrarias, jaleco, laboratórios e relatórios, não pareciam quase nada. Eram quase meu tempo de lazer! Foi então, ao chegar ao sétimo período que despertei de vez. Ao passar para uma universidade federal, resolvi fazer então algo que eu teria prazer em estudar e passar noites sem dormir: Letras. É óbvio que, como todo mundo que escolhe esse curso, sofri preconceitos. No início, cheguei a pensar “Será que é isso mesmo que devo fazer? Talvez eles tenham razão! Por que Letras?” Enfim, passados esses dias de incertezas e com o incentivo de algumas poucas pessoas, pude tomar de vez a decisão e efetuar a matrícula. Hoje curso o segundo período de Letras/Literaturas e penso que fiz a melhor escolha. Afinal, nenhum outro curso me daria tantas alegrias e aflições prazerosas. Letras não é um curso tão ingênuo como parece. Aprender a usar a língua ao seu favor pode ser uma arma bastante perigosa! É melhor não subestimar o curso…