Oficina Preconceito linguístico e preconceito social: uma batalha que nunca termina

Como a  escola lida com  os diversos tipos  de  preconceito? Diversas  ações  já se estabeleceram  para o  combate ao racismo,  à  homofobia e  outras  espécies de  discriminação, mas uma  delas  parece esquecida no contexto  escolar: o preconceito linguístico.  Foi  pensando nisso  que  eu e  dois alunos do  Ensino  Médio pensamos em   uma  oficina  em  que se  possa debater o  assunto e  questionar o  papel da  escola, que   assume uma  posição paradoxal ao   lidar  com as  diferenças:  ao  mesmo  tempo em  que  combate  alguns   preconceitos  óbvios, ajuda a fortalecer  aquele  que  se  dá por  meio da  linguagem.

 

oficina

A  oficina foi concebida  após a  leitura de  dois   livros: A língua de Eulália, de  Marcos Bagno, e  Quarto de despejo, de  Carolina  Maria de Jesus, autora  negra e semianalfabeta, que  completaria  100 anos em  2014. O primeiro livro  foi lido pelos  dois estudantes ainda  no  primeiro ano do  Ensino Médio, quando  foram meus alunos; o segundo  foi sugerido por  David, que  o  lera  ainda  no Ensino Fundamental.  A  oficina será   uma  tentativa de abordar as  variedades  linguísticas, o  ensino de  língua  portuguesa e o  preconceito sofrido pela autora Carolina Maria.

Veja  abaixo os  dados da  atividade:

Ementa:
Português padrão. Português não padrão. Preconceito linguístico. Preconceito social.

Objetivos:

Promover o debate sobre educação linguística e preconceito linguístico.

Justificativa:

Atualmente, existe uma crise no ensino de língua portuguesa na Educação Básica. Apesar de os Parâmetros Curriculares Nacionais (1999) indicarem a necessidade de abordar as variedades linguísticas do Português Brasileiro (PB), a escola ainda privilegia exclusivamente a gramática normativa como única expressão possível dos fenômenos linguísticos. Esta oficina, proposta por dois alunos do curso técnico em Química, propõe a discussão acerca do ensino de língua portuguesa na Educação Básica a partir da leitura de trechos da obras “A língua de Eulália”, de Marcos Bagno, e “Quarto de despejo”, de Carolina Maria de Jesus.

Metodologia:

Apresentação a mitologia do preconceito linguístico (Bagno, 2009). Apresentação de trechos do filme “Quarto de despejo”, baseado na obra de Carolina Maria de Jesus.

Para  fazer sua inscrição, acesse o site do evento:  http://xxsematec.wordpress.com/oficinas

Veja a localização no  mapa:

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Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Professora voluntária de Língua Portuguesa e Redação no Pré-vestibular Comunitário Padre José Maurício Nunes Garcia.