A lenda do Caipora em contos de Machado de Assis

Em 3 de junho de 2014, defendi a monografia A lenda do Caipora em contos de Machado de Assis, como exigência parcial para a conclusão do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Literatura Brasileira, oferecido na Universidade Estadual de  Londrina. Hoje, 21 de junho, seria aniversário do escritor; assim, em  comemoração, publico o resumo do trabalho apresentado.

 

RESUMO

STEFANELLI, Laurindo. A lenda do Caipora em contos de Machado de Assis. 2014. 92f. Monografia (Especialização em Literatura Brasileira) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2014.

Este estudo tem por objetivo analisar dois contos de Machado de Assis que são permeados pela lenda indígena do Caipora, com o intuito primeiro de verificar a má sorte local, chamada de caiporismo. Deste modo, pretende-se demonstrar as estratégias intertextuais usadas por Machado para tratar de uma lenda tipicamente brasileira com originalidade sem, contudo, deixar de conferir aos seus contos contornos filosóficos universais. Partindo de uma breve retomada da fortuna crítica machadiana e das principais noções de intertextualidade, este trabalho procura mostrar sobretudo os pontos de semelhança entre os dois contos. Essa análise contrastiva será norteada principalmente por um tipo de intertextualidade chamado intratextualidade. Assim, além de resultar na compreensão das estratégias intertextuais que possibilitam o diálogo com o mítico indígena conjuntamente com a visão de mundo filosófica, a pesquisa resulta também, claro, no apontamento da lenda do Caipora no contexto dos dois contos, também no entendimento das estratégias narrativas quanto à apropriação do caiporismo, na perscrutação da natureza dos protagonistas dos dois contos e na percepção da mutação por que passa o estilo machadiano de um conto para outro.

Palavras-chave: Machado de Assis. Caipora. Lenda. Intertextualidade. Intratextualidade.

Os dois contos machadianos analisados na monografia foram: “O rei dos caiporas” e “Último capítulo”. O primeiro foi escrito na fase romântica do autor, e publicado avulso no periódico da cidade do Rio de Janeiro Jornal das famílias em 1870 e o segundo foi publicado originalmente pela editora Garnier, em 1884, três anos depois de Memórias Póstumas de Brás Cubas, na coletânea de contos intitulada Histórias sem data.

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Laurindo Stefanelli

Pós-graduado em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual de Londrina. Colaborador do Conversa de Português desde 15 de julho de 2011.

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