O que são os contos de fada?

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Os contos de fadas têm  natureza espiritual,  ética e existencial. Sua origem está ligada à cultura  celta e  retratam a história de heróis  e heroínas,  em  narrativas ligadas ao  sobrenatural e  visavam  à realização interior do ser  humano.  Por que esses contos são  assim chamados? Quais são as suas características?

O vocábulo fada tem origem  no  termo  latino fatum, cujo  significado  original  é  destino. Ela  representa a  possível  realização de  um sonho ou  de  ideais; é  o que acontece, por exemplo, no  conto  italiano  Pinocchio, em  que  o  boneco de madeira tem  a possibilidade de  ver-se  transformado  em  criança pela benevolência da  Fada Azul.

Pinocchio

 Nelly  Novaes Coelho explica que “a  mais  remota menção a seres  que  lembram fadas [...] é atribuída a Pomponius Mela” (COELHO, 2000, p. 174). O geógrafo afirmou a existência  de noves  virgens  dotadas de  poder  sobrenatural  que  teriam habitado a Ilha do Sena, assumido  diversas  encarnações e promovido  a  cura de enfermos e  a  proteção de   navegantes. Em O  conto de  fadas:  símbolos, mitos,  arquétipos, a  professora explica, ainda, que  a fusão dos  rituais celtas – dos quais  provém a lenda das fadas –  com a  liturgia pagã ocorreu  entre os  séculos  VI e   XI de  nossa era.

Tradicionalmente, às fadas  costuma-se atribuir qualidades  positivas e  dons sobrenaturais, capazes de  interferir na  vida dos  homens e  ajudá-los  em situações extremas; assim, acontece  com  Cinderela, que recebe ajuda da fada  para ir ao  baile do  príncipe. Quando  esses seres  apresentam  características negativas,  passam  a ser  chamadas  de  bruxas; aqui, podemos nos lembrar da  madrasta de  Branca de  Neve, metamorfoseada em  uma  velha   bruxa que  lhe presenteou  com a  maçã  envenenada.

 

 

Leia  mais  no  blog:

O que é   fábula?

Sugestão – O  conto de  fadas

 

Fonte de pesquisa:

COELHO, N. N. Literatura infantil: teoria – análise – didática. São  Paulo: Moderna, 2000.

___________. O  conto de  fadas:  símbolos, mitos,  arquétipos. São Paulo: Paulinas, 2008.

 

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Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura. Especialista em Teoria Literária pela UERJ. Mestranda em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense. Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

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2 Comentários

  1. girlane 10 de setembro de 2014 at 16:45

    odiei , odiei etc.

    • Andréa Motta 10 de setembro de 2014 at 18:56

      O que exatamente você odiou, Girlane?

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