EAD- O que considerar antes do curso?

 

A oferta de  cursos a  distância  tem   crescido muito  nos  últimos  anos, de  acordo  com pesquisas   realizadas  pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira –  INEP. Apesar de a  educação  a distância  não ser  uma  modalidade nova  de ensino no  Brasil, ainda  é   vista  com bastante preconceito, pois  o senso comum a   vê como   uma modalidade de qualidade duvidosa. O  que   fazer, então, para se  certificar de que o curso  escolhido é  de qualidade e cumpre as  exigências  do  Ministério da Educação?

O MEC disponibiliza, em  seu  portal, o  documento  Referências de   Qualidade para Educação Superior a Distância e  indica aquilo que  o estudante deve  procurar saber sobre  a instituição que  oferece  o  curso  em EAD. A primeira  versão do  documento  foi elaborada  em 2003 e  submetida a  consulta   pública  em   agosto   de  2007.  No portal   do  MEC,  vê-se  a  seguinte  observação:

Embora seja um documento que não tem força de lei, ele será um referencial norteador para subsidiar atos legais do poder público no que se referem aos processos específicos de regulação, supervisão e avaliação da modalidade citada.

Por outro lado, as orientações contidas neste documento devem ter função indutora, não só em termos da própria concepção teórico-metodológica da educação a distância, mas também da organização de sistemas de EAD no Brasil.

Veja  abaixo  algumas orientações do MEC:

O curso deve ser estruturado por  um plano político-pedagógico  em que  constem:

(i) Concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem:

(ii) Sistemas de Comunicação.

(iii) Material didático;

(iv) Avaliação;

(v) Equipe multidisciplinar;

(vi) Infraestrutura de apoio;

(vii) Gestão Acadêmico-Administrativa;

(viii) Sustentabilidade financeira.

Para o  aluno é   importante  saber :

  • como se dará a interação entre estudantes, tutores e professores ao longo do curso, em especial, o modelo de tutoria;
  • o número de professores/hora disponíveis para os atendimentos
    requeridos pelos estudantes e quantificar a relação tutor/estudantes;
  • a previsão dos momentos presenciais, em particular os horários de tutoria presencial e de tutoria a distância, planejados para o curso e qual a estratégia a ser usada;
  • saber desde o início do curso, nomes, horários, formas e
    números para contato com professores, tutores e pessoal de apoio;
  • locais e datas de provas e datas limite para as diferentes
    atividades (matrícula, recuperação e outras);
  • o sistema de orientação e acompanhamento do estudante

Para conhecer o  documento  na íntegra, clique AQUI.

Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Professora voluntária de Língua Portuguesa e Redação no Pré-vestibular Comunitário Padre José Maurício Nunes Garcia.