Sala de aula – Vanguardas

 

O  último  artigo  publicado em  Conversa de  Português foi Acordo Ortográfico: o  último artigo e, como sugere  o título, foi o encerramento da série de  textos sobre  o  Acordo  Ortográfico da Língua Portuguesa.  Hoje,  após tantos dias de  afastamento  provocado  pelo   excesso de  trabalho, volto a  escrever  no   blog e lanço   uma  nova  coluna:  Sala de aula. Nela serão apresentados alguns   resumos de minhas aulas para  alunos do Ensino Médio e, eventualmente, disponibilizados  alguns  de  meus arquivos, e apresentadas   sugestões de filmes e   outros   textos que possam enriquecer as aulas    sobre  os   temas abordados.   O tema  de hoje é  Vanguardas Europeias trabalhado, como revisão,  em uma turma do 3ºano do  Ensino  Médio de uma instituição federal e o   texto aqui   utilizado era  parte do material  oferecido aos  alunos.

image Umberto Boccioni. A rua penetra o edifício (1911). Óleo s/tela.
100 X 106,5 cm
 
A palavra vanguarda é de origem francesa e foi inicialmente utilizada para designar o destacamento que atua à frente de uma tropa, aquele que se adianta aos soldados para fazer o reconhecimento do terreno e informar os oficiais sobre as condições de avanço. Artisticamente, o termo passou a designar os movimentos artísticos que propõem atitudes inovadoras. Em Literatura, Vanguardas Europeias designam o conjunto de movimentos artísticos surgidos na Europa nas duas primeiras décadas do século XX.


Do início do século até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Europa viveu a “Belle Époque”, um período de euforia pelo progresso, pela velocidade, pelas vantagens da industrialização – cinema, automóveis, máquinas voadoras. Nas ciências, também houve um grande progresso. Em 1900, Sigmund Freud publicou A interpretação dos sonhos, obra que inaugurou a Psicanálise; Henry Bergson, filósofo francês, destacava em seus estudos o poder da intuição e  Friederich Nietzche causava escândalo escrevendo sobre a “morte” de Deus soberano e absoluto. As bibliotecas, museus, academias – templos da tradição cultural – passaram a ser alvo constante dos artistas de vanguarda. Entre as estéticas de vanguarda que provocaram uma grande revolução nas artes literárias estão o Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.


Conversa  com  os  alunos:

1.  Apresentação de  slides  com  obras representativas  de  cada um desses  movimentos.
2.    Leitura integral e debate  sobre  o Manifesto do Futurismo, de Felippo Tommaso  Marinetti.
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“Nós declaramos que o mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida (…) é mais belo que a Vitória de Samotrácia” (Felippo Tommaso Marinetti. Manifesto do Futurismo, 1909)
3. Leitura de  textos com as principais  características  dos movimentos estudados.


4.  Produção  textual a partir do  Manifesto do  Futurismo e  da  reportagem “Grupo  joga  tinta vermelha em  famosa  fonte de Roma”, publicado  pelo  jornal  Folha de São Paulo em 19 de outubro de 2007.  Pode-se discutir  com  os  alunos  a   atitude dos   jovens  italianos  que  se  autoproclamaram futuristas.


Para  visualizar o   texto integral da  aula, imprimir  ou  fazer download do arquivo, baixe o  arquivo  Vanguardas Europeias, que contém   links para  os sites  Pitoresco e  Youtube, pois  parte da  tarefa  pedida  aos  alunos era consultar   textos  on line (Vanguardas europeias:o academicismo posto em xeque. e Vanguardas europeias).

 

 

Andréa Motta

Professora de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Professora voluntária de Língua Portuguesa e Redação no Pré-vestibular Comunitário Padre José Maurício Nunes Garcia.

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